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Dia dos Namorados e Cupcakes de Chocolate

Admito, o 12 de junho é uma data comercial, mas mesmo os mais duros menos consumistas podem aproveitar o Dia dos Namorados para acarinhar o(a) amado(a) daquela maneira mais simples e eficaz que todo mundo conhece, ou seja, fisgando-o(a) pelo estômago.

É claro que neste tipo de comemoração, quem vai pra cozinha quase sempre está cheio de terceiras intenções. E o ato de preparar a comida é só um pretexto para o que vem depois, ou seja, sendo bom ou mau cozinheiro, sabendo enganar, o que importa é o que vem depois.

Escolhi uma receita super fácil, que qualquer homem ou mulher com um mínimo de curiosidade pode fazer, sem erro. Os lindinhos e sedutores cupckakes de chocolates que além de deliciosos são afrodisíacos. Podem ser feitos com antecedência, presenteados numa bela caixinha ou simplesmente deixados de maneira displicente à mesa.

Cupcake de Chocolate

Ingredientes massa:

  • 1 xícara de farinha de trigo
  • 1 xícara de chocolate em pó
  • 1 xícara de açúcar
  • 1 colher de sopa de fermento em pó
  • 1 pitada de sal
  • 1 ovo
  • 1 xícara de leite
  • 1/4 de xícara de óleo
  • 1 colher de chá de essência de baunilha
  • forminhas de papel

Ingredientes cobertura:

  • 2 xícaras de creme de leite gelado
  • 2 colheres de açúcar
  • morangos

Modo de fazer:

Massa:

  • Misture os ingredientes em pó (farinha de trigo, açúcar, chocolate, sal e fermento) em uma tigela e misture.
  • Misture os ingredientes líquidos (ovo, óleo, leite e baunilha) em outra tigela e dê uma leve batida, misturando.
  • Despeje de uma só vez todos os líquidos na tigela com os ingredientes em pó até fazer uma mistura homogênea.
  • Polvilhe levemente as forminhas com chocolate em pó, facilita depois na hora de desenformar
  • Encaixe as forminhas de papel em uma forma especial para cupcakes, ou, pode improvisar em formas de empada (eu já fiz assim e funciona).
  • Coloque a massa até 3/4 da forminha de papel.
  • Cozinhe em forno baixo por aproximadamente 35 minutos.
  • Enfie um palitinho para ver se está cozido e, se estiver, retire do forno e deixe esfriar
Cobertura:
  • Bata o creme de leite e o açucar na batedeira até dar uma consistência de chantilly
  • Se for muito impaciente, sempre há a opção do chantilly pronto, no stress!

Montagem:

  • Desenforme e coloque uma farta colherada de chantilly sobre o bolinho
  • Finalize com o morango e está pronto para servir

Variações de cobertura:

Cobertura de brigadeiro:
  • Uma cobertura super simples é a de brigadeiro, que vc faz com:
    • 1 lata de leite condensado
    • 3 colheres de chocolate em pó
    • 1 colher de margarina
  • Finalize com confeitos (confete, MMs…) e está pronto para servir
Cobertura de chocolate simples
  • Sabe aquela cobertura que a gente usa em bolo de cenoura?
    • 1 colher de sopa de manteiga
    • 3 colheres de sopa de achocolatado
    • 1 xícara de açúcar
    • 5 colheres de sopa de leite
  • Esta receita depois de fria fica mais durinha

Outras receitas de cupcake:

Dicas Sexulinárias de Uma Bananólatra Compulsiva - Parte 1

Afrodite Isabel Allende

Isabel Allende também tem suas dicas culinárias e afrodisíacas

Mr. Leone, Branco Leone, já falou lá nos primórdios do Enfia o dedo no curry e cheira sobre os poderes afrodisíacos da boa comida. Na verdade, o moço em um de seus delírios escrevinhatórios e gastronômicos desenvolveu uma teoria de que mulher fresca de prato não manda bem na cama. Enquanto muitos fazem o teste do sofá, Mr. Leone faz o teste da feijoada e, segundo ele, funciona. Mulher que come bem, pelo menos por ele, costuma ser bem comida.

Considerações sobre o comer - parte 1
Considerações sobre o comer - parte 1a

Já Mrs. Franco, Gabriela Franco, foi mais delicada (mas não menos eficiente e safadinha) em sua dica afrodisíaca. Citou em um de seus posts as ostras e seus poderes afrodisíacos. Da composição dos seus nutrientes ao delicioso e sexy manuseio durante o ato de comer. Segundo Mrs. Franco, “só o ritual de comê-la de dentro da concha já é extremamente sensual e exótico. É um alimento sinestésico, que se come com as mãos, que se chupa e que se lambe.” Hummm… Eu concordo com a moça.

As ostras de afrodite

Foi então que eu, Miss Vieira, Beth Vieira, resolvi compartilhar com vocês a minha dica afrodisíaca: Bananas! (Bananas? Como assim… ) Sim, bananas! Seja pela forma fálica da mesma ou pelas propriedades nutricionais, no quesito sexulinária banana é tudo de bom.

Os poderes afrodisíacos da banana

Nunca saberei explicar o porque de ser uma apaixonada por bananas. Do mesmo jeito que eu sei que existem os chocólatras, eu sou bananólatra. Pra mim, o prazer de comer uma banana se equipara ao prazer do sexo e, curiosamente, tal prazer não me sacia, muito pelo contrário, quero mais banana e sexo também!

A esta altura já deve ter gente rindo e pensando bobagens. Ok, pode pensar, mas tal desejo, prazer, compulsão, seja lá como quiser chamar, tem uma explicação. Assim como o chocolate, a banana ativa a produção e aumenta o nível de serotonina do organismo. Um neurotransmissor que provoca aquela sensação gostosa de felicidade e saciedade.

Além do que, são inúmeros os poderes nutritivos da banana. Por ser muito rica em carboidratos é extremamente indicada como fonte de energia para as atividades sexuais. Sua alta concentração em potássio evita cãimbras durante o sexo (certas poses kamasútricas são perigosas…). Sem contar que por ser rica em fibras, poucas bananas já dão um sensação de energia e saciedade mais rapidamente que outros alimentos e frutas, evitando aquela sensação de barriga cheia antes do sexo.

É claro que os mais safados sempre pensarão que banana e sexo só estão diretamente ligadas devido à sua anatomia fálica e multifuncional (um dildo da natureza?), mas isso, bem… Isso vai da criatividade e necessidade de cada um.

Receita de banana caramelada - Bárbara Brasil

Tenho muitas receitas com bananas, muitas mesmo. Sobremesas, saladas, sorvetes, drinks… Que provavelmente aparecerão por aqui em outros momentos, mas escolhi pra hoje uma receita simples, muito parecida com a minha receita de banana caramelada. Esta, mostrada pela Bárbara Brasil de maneira super sexy. Encontrei no blog Cai de Boca e segue abaixo em vídeo. Achei uma gracinha. Nota especial à degustação das tais bananas carameladas, com as mãos e depois lambendo os dedos. Pra comer à dois. Hummmm….

Arriba, arriba

Achei umas tortillas ótemas no supermercado e na hora fui acometida de vontade de fazer “BURRITOS”!!

Burritos é um prato mexicano, uma espécie de “panqueca” cuja massa é menos fofa, mas com recheio de carne e chilli (feijões) e pode ser acompanhada de molhos como o tradicional “guacamole” e o “creme azedo”.

Os Burritos rendem MUITO e como minha família só tem 3 pessoas (3 e meia, pois a Valentina tem 1 aninho) chamei a Giseli e o Paulinho para um jantar mexicano em casa.

Todos adoraram e ficou uma delícia. O grande “problema” dos burritos é fazer aquela massa que demora horas e faz a maior meleca, além de encarecer a receita. Com essas “tortillas” (como é chamada a massa) prontas, a receita fica facílima e não menos gostosa.

Anote aí:

Passe as tortillas numa frigideira para ficarem mais sequinhas.

Chilli

-500 g de carne moída ou picada na ponta da faca
- 2 xícaras (chá) de feijão rosinha ou carioquinha
- 1 lata de molho de tomate pronto
- 1 lata de molho puro de purê de tomate
- 1 lata de água
- 1 cebola grande picada
- 2 pimentões médios vermelhos cortados em cubos
- 3 colheres (sopa) de azeite
- Orégano à gosto
- Pó para chilli (pimenta) ou pimenta dedo-de-moça picadinha
à gosto
- Sal à gosto

Modo de Preparo

Cozinhe o feijão até que esteja macio, mas os grãos inteiros.
Jogue a água fora e reserve os grãos.
Bata os grãos de feijão no liquidificador.
Desligue-o e mexa o feijão.

Bata novamente, desligue e mexa.
Faça isso várias vezes para que fique cremoso.
Frite a cebola e o pimentão em 3 colheres (sopa) de azeite e,
quando a cebola começar a dourar, junte a carne moída e refogue.

Coloque o molho pronto, o puro purê, a água e o feijão batido.
Acrescente o orégano a gosto, o pó para chili e o sal a gosto.
Deixe ferver por cerca de 15 min.

Experimente o tempero (tem que ser picante. Do contrário, não
coloque o pó para chilli ou pimenta dedo-de-moça. A pessoa pode
colocar a pimenta na hora de servir.)

Guacamole

1/2 colher de sopa de coentro (picadinho)
300 gramas de polpa de abacate
02 colheres de sopa de limão siciliano (suco)
01 dente de alho amassado
1/2 unidade de tomate em cubos (sem pele e sem sementes)
01 colher de sopa de azeite de oliva (extra virgem)
sal a gosto
parmesão ralado a gosto
1/2 xícara de vinagrete
02 colheres de sopa de cebola (picadinha)

Modo de Preparo

Pique o tomate em cubos bem pequenos.

Pique finamente as folhas de coentro e reserve.

Descasque o abacate, retire o caroço e coloque a polpa num prato fundo.

Amasse com um garfo, deixando alguns pedaços e regue com o suco de limão.

Adicione o tomate, o alho, o coentro, a cebola, o azeite de oliva e o sal e misture.

Coloque o Parmesão ralado no centro e o vinagrete por cima.

Sirva em seguida com o acompanhamento escolhido.

Creme Azedo

1 lata de creme de leite sem o soro
1 unidade de limão médio (suco)

Modo de Preparo

Misture bem o creme de leite com o suco de limão e prove.

O creme deve estar com o gosto de um iogurte natural azedinho

Deixe cerca de 10 minutos em temperatura ambiente e depois leve à geladeira até a hora de servir.

OU

Compre um pote de COALHADA pronta (Vigor) misture com limão, azeite e sal e bata de leve. TCHANÃN!

Montagem

Abra a tortilla e coloque no meio um pouco do molho de carne,guacamole,sour cream,cheddar e alface picadinho, enrole como uma panqueca e sirva quente.

A vedete

A vedete da última festénha que demos aqui em casa não foi o aniversariante (marido) e sim o ponche de frutas que  inventei de fazer.

Como se tratava de uma bring-a-booze-party, ou seja, pessoinhas trazendo o goró, tratei de dar um toque retrô-menininha e dei de fazer um fruit punch, como nas melhores pool parties de filmes americanos de sessão da tarde pra variar o cardápio etílico.

Não tinha poncheira nem aquelas xicrinhas LINDAS transparentes, mas tinha copos baixos de acrílico, que deixavam as frutas boiando coloridas à mostra. Luxo.

Foi um arraso, todo mundo amou e até quem não bebia álcool deu um bico, porque ficou levinho, levinho, quase um suco.

Delicious. Anotem aí e causem:

Fruit Punch

- 1 cacho de uvas sem sementes
- 1 grande maçã
- 1 punhado de morangos
- 1 litro de suco de laranja
- 800ml de espumante (ou soda, para uma versão virgem)

Lave as frutas e pique-as. Os pedaços devem ter tamanho confortável o suficiente para serem sorvidos aos goles. Coloque as frutas na tigela gigante com concha ou na jarra. Cubra com suco e adicione o espumante ou o refrigerante. Sirva com glamour.

Obs: as frutas e o sabor do suco podem, e devem, ser trocados de acordo com o seu gosto.

Sai ZICA!

Hoje é dia de São Jorge e mesmo eu, tendo minha própria crença não deixo de me simpatizar com ele.

Gosto dele porque ele é guerreiro, porque a figura dele em cima daquele cavalo branco enfiando a lança na goela do dragão é uma analogia perfeita da gente tentando se livrar dos problemas dessa vida.

Gosto dele porque é inspiração, é energia do bem, é força divina e força, benção, e energia boa nunca são demais.

Não é novidade pra ninguém também, que, no sincretismo religioso São Jorge corresponde à Ogum, orixá, ferreiro, deus das batalhas, da agricultura, dos caminhos e da tecnologia.

Como todos nós precisamos comer, batalhar, trabalhar e, infelizmente, de tecnologia (rsrs) que tal fazer um agradinho a ele e preparar um prato delicioso, que ele gosta e que tenho certeza que você também vai adorar?

Prepare com amor, com gosto, mentalizando coisas boas, resolução de problemas, apreciando os aromas e sabores de cada ingrediente.

Coma com vontade, alimentando seu corpo e sua alma, compartilhando com pessoas de seu apreço, arrumando uma mesa bem bonita, com flores, uma boa bebida (opa, Ogum A-DO-RA uma cervejinha) e um ótimo papo.

E aí você vai entender e perceber, que não existe  zica contra bom humor e leveza na vida.

Que para as coisas darem certo, basta estarmos bem.

Salve Jorge! Ogum Ilé!

Feijão Fradinho com camarão

Rendimento

8 porções

Ingredientes

1 kg de feijão fradinho
quanto baste de sal
2 unidade(s) de cebola picada(s)
4 colher(es) (sopa) de azeite de dendê
1/2 xícara(s) (chá) de camarão seco
150 gr de amendoim torrado(s)
100 gr de castanha-de-caju torrada(s)

Modo de preparo

Deixe o feijão de molho em bastante água durante pelo menos uma noite.

Em um recipiente à parte, deixe também de molho os camarões secos.

Leve o feijão ao fogo com água e um pouco de sal, deixando ferver até que esteja bem macio. Pouco antes de completar o cozimento, aqueça, à parte, o azeite de dendê e refogue nele as cebolas já picadas. Despeje tudo na panela do feijão.

Escorra bem e moa os camarões que ficaram de molho juntamente com o amendoim e as castanhas de caju. Despeje tudo na panela do feijão e deixe ferver por mais alguns minutos. Sirva imediatamente com molho de pimenta e arroz branco, couve e cerveja.

yo no creo em brujas, pero que las hay, las hay!

As ostras de Afrodite

Essa receita deve ser preparada na sexta-feira, que segundo a mitologia é o dia consagrado à Afrodite, a Deusa do amor, da paixão e da sensualidade.

Nutricionistas garantem que as ostras têm grande quantidade de fósforo, iodo e zinco todos indispensáveis à nossa saúde, mas o zinco em especial tem grande ajuda na produção de testosterona, o hormônio masculino fundamental para a excitação sexual e que também aumenta a produção do esperma.

Já nas mulheres o zinco presente nas ostras contribui para a produção da secreção lubrificante vaginal. Como se tudo isso não bastasse, só o ritual de comê-la de dentro da concha já é extremamente sensual e exótico. É um alimento sinestésico, que se come com as mãos, que se chupa e que se lambe.

É altamente sexy.

Os romanos foram os primeiros a conhecerem os poderes afrodisíacos das ostras.

Durante o império romano, a ostra era uma das principais atrações dos banquetes dos imperadores, que pagavam pelo molusco seu peso em ouro. E como a gente sabe,  normalmente esses banquetes acabavam em orgias, os famosos bacanais. Tudo culpa das ostras, claro.

O mais conhecido aventureiro do século XVII, Giacomo Casanova, que levou mais de 4.000 mulheres para a cama em seu 72 anos de vida, passava longas horas em uma banheira especialmente construída para duas pessoas. Freqüentemente dividia com suas graciosas companhias as 50 ostras que costumava comer todos os dias no café da manhã. Era  praticamente o Viagra do período romântico.
O galã do cinema mudo, Rodolfo Valentino também utilizava as ostras a fim de melhorar sua performance sexual… dizem.

Ostras Afrodisíacas

Para preparar AS OSTRAS DE AFRODITE, você vai precisar de 12 ostras.

Lave muito bem as conchas com água corrente. Quando estiverem limpas, é hora de abrir. Para que as ostras não escapem da sua mão, segure-as com um pano de prato para você não se machucar. Com uma faca, comece a perfurar a abertura menor da concha.
Corte o nervo lateral da ostra e, com a ajuda da faca, retire a tampa. Ao ser aberta, é importante verificar se há água dentro da ostra. Se não houver, a ostra não deve ser consumida. Depois de abri-las, sirva as ostras em um prato com gelo. Elas devem ser consumidas cruas, com suco de limão a gosto.

Os acompanhamentos, bem, isso fica ao encargo de cada um.
Trecho do livro ” Afrodite” de Isabel Allende:

“…o único afrodisíaco verdadeiramente infalível é o amor. Nada consegue deter a paixão acesa de duas pessoas apaixonadas. Neste caso não importam os achaques da existência, o furor dos anos, o envelhecimento físico ou a mesquinhez das oportunidades; os amantes dão um jeito de se amarem porque, por definição, esse é o seu destino.” (Isabel Allende)

Lasanha Marcolina

A receita abaixo é dica da Maitê, do Memórias de Fräulein, que cometeu a loucura de cair por aqui e se encantar com nossos delírios culinários pouco ortodoxos. E pra mostrar que realmente somos más influências, a mocinha nos enviou uma terrível, temível e, aparentemente, deliciosa receita engordiet de “Lasanha à 5 Queijos” que dá agua na boca só em ver a receita.      

Não sei se já falaram sobre lasanha, mas certamente não da Lasanha do Marcos. Bem, das poucas vezes que saboreei ou fiz, sempre foi para um público seleto de amigos! Óbvio, que todos bons glutões e com o lado italiano aflorado pela predileção por massas!

Lasanha à cinco queijos

 

Lasanha do Marcos - Dica da Maitê

Lasanha do Marcos - Dica da Maitê

 

A bendita é bem simples:

  • 1Kg de massa básica pronta para lasanha;
  • Molho vermelho, bem encorpado e da sua preferência;
  • Recheio [sem medida, tudo a vontade]
  • Queijo Mussarela
  • Catupiry [aquele clássico da caixinha de madeira redonda]
  • Cheddar fatiado ou na bisnaga [ o Marcos usa 2 ]
  • Parmesão fatiadinho ou ralado grosso
  • Gorgonzola [um pouco para dar um toque]

Montagem:

Agora você intercala: molho, massa, recheio… Molho, massa e recheio. Até completar a travessa de vidro!

E ulálá, está pronta para assar!

  • No forno: uns 35 minutos.
  • No microondas: uns 20 minutos.
  • Mas esse tempo depende dos seus aparelhos, então sugiro verificar a cada 15 minutos se tudo derreteu!

Qualquer dúvida sobre a “Lasanha Marcolina”, por favor, mail me. Estou enviando uma foto do primeiro dia que experimentei essa perdição. Foi no inverno de 2003, um almoço com amigos, no meu AP novo e recém casada. Foram dois refratários médios e mais esse mimoso prato fundo, que foi MUITO disputado pelos convidados!

Eh, bien, fico por aqui, espero que façam em casa e para os amigos. E acima de tudo, degustem essa super bomba de 5 queijos!

 

Crazy cake

Tenho que confessar: uma das poucas coisas que muitas vezes me impede de fazer pratos mais elaborados  é uma preguiça imensa que me acomete só de pensar que vou ter que arrumar tudo depois.

Sim, porque fazer a comida e desfrutá-la é uma delícia, mas lavar, guardar e zelar por todos os acessórios envolvidos no processo é dureza. Pior quando o tal processo envolve forminhas, coadores, pincéis, colheres e bowls dos mais diversos tamanhos, batedeira, liquidificador, panelas, panelinhas…afe.

Dá preguiça até de escrever.

Conversando sobre isso um dia com uma amiga americana, super descolada, modernosa, ótima profissional e mãe de quatro filhos, veio à baila a receita desse bolo.

Ele se chama Crazy Cake e é feito diretamente na FORMA do bolo, ou seja, você suja, no máximo um garfo e algumas colheres de medidas ; ) Outra coisa curiosa nele é que ele não vai fermento e sim bicarbonato de sódio e vinagre, e a reação dos dois faz o bolo crescer.

Agradeço à querida Beth Hall, mais conhecida como “multi-mulher”, que lança por terra todo esse mimimi de que mulher moderna não tem tempo pra família. Tem sim, se souber dividir suas tarefas e definir suas prioridades.

Estava morrendo de vontade de comer um bolo de chocolate caseiro nesse finde, aí, fuçando em minhas receitas achei o Crazy Cake, foi perfeito, anotem aí:

Crazy Cake - Bolo de Chocolate Rápido

3 xic de farinha de trigo

2 xic e meia de açúcar

6 colheres de sopa de chocolate em pó

2 colheres de chá de bicarbonato de sódio

1 colher de chá de sal

3/4 de xic de óleo de soja

2 colheres de sopa de vinagre

2 colheres de chá de essência de baunilha

2 xícaras de água fria

Modo de Preparo

Misture os ingredientes secos já na forma que você vai assar o bolo SEM UNTÁ-LA.

Faça três buracos na massa e distribua neles o óleo, o vinagre, a baunilha e por último a água.

Misture bem os ingredientes (de preferência com um garfo) e asse em forno médio pré-aquecido por 35 min.

Este bolo é fofo e bem úmido.

Ele não tem cobertura, você pode incluir a que desejar, eu fiz uma de brigadeiro mole:

1/2 lata de leite condensado

3 colheres de margarina

3 de chocolate

Levar ao fogo quando começar a fazer bolhas, retirar e espalhar em cima do bolo.

Coxinha de Boteco

Não lembro exatamente quando provei a primeira coxinha, mas guardo uma lembrança mais remota de uma que eu comprava no boteco de um português aqui perto de casa. Aliás, aquele era o típico boteco mesmo. Com direito à ovo rosa, linguiça acebolada e as coxinhas, ah, as coxinhas!

Esta tinha uma característica bem incomum se compararmos ao croquete mais famoso de todas as festas e botecos. A coxinha do boteco do “Seo” João, obra gastronômica de sua irmã solteirona “Dona” Maria, era uma coxinha de galinha de verdade, cozida ou assada (não lembro bem) e empanada com uma crosta de massa, ovo e farinha de rosca.

Olha, ninguém faz idéia do sabor que era aquilo. Cansei de economizar moedinhas para chegar lá e comprar uma coxinha de vez em quando. Lembro que o português bigodudo sempre sorria ao me ver e mesmo antes de pedir ele já falava: “Uma coxinha, pois?!”

Sei lá, lembrando disso, acho que até vejo explicação em minha verdadeira loucura de sempre que me vejo na rua, esfomeada, catar o primeiro boteco ou padaria e comprar o que? Uma coxinha, pois…

Se estou em busca da coxinha perfeita ou do sabor de nostalgia da infância, não sei, mas a verdade que ao longo dos anos eu tenho nutrido verdadeira paixão por este croquete tão engordativo. Que até eu criei a minha versão. Segue então, a Coxinha da Beth.

Massa Básica de Coxinha

  • 2 dentes de alho amassados
  • 1 cebola pequena ralada (equivale a umas duas colheres de sopa)
  • 2 colheres de sopa de óleo para refogar o alho e a cebola
  • 1 kg de farinha de trigo (mais ou menos)
  • 1 litro de leite
  • 2 tabletes de caldo de galinha
  • 2 colheres de sopa de margarina para trabalhar a massa
  • sal a gosto

Modo de fazer

Numa panela grande, refogar a cebola no óleo e depois que ela estiver transparente, colocar o alho e deixar dourar. Desmanchar os tabletes de caldo de galinha e colocar o leite e corrigir o sal. Antes de chegar no ponto de fervura (do leite subir) acrescentar a farinha de trigo e mexer até formar uma massa embrutecida e soltar do fundo. Na verdade, cria-se uma crosta no fundo e a massa fica meio solta. Tirar imediatamente da panela e colocar sobre o mármore ou mesmo a mesa. Colocar a margarina sobre a massa e tentar trabalhá-la ainda quente. Amassando e incorporando a margarina à massa.

Recheio de Frango

  • 2 peitos de frango cozidos e desfiadinhos
  • 1 tomate sem pele e sem sementes picado
  • 1 cebola ralada
  • 1 dente de alho amassado
  • 1 colher de sopa de óleo
  • 1 tablete de caldo de galinha
  • 2 colheres de extrato de tomate
  • 1 pitada de tempero misto (cominho e pimenta)
  • sal a gosto

Modo de fazer

Refogar no óleo a cebola, o alho, o tomate e o extrato de tomate. Colocar o frango desfiado, caldo de galinha por último o sal e o tempero misto. Cozinhar por uns cinco a dez minutos e pronto.

Montar e Empanar Coxinhas

  • 1 xícara de leite
  • Farinha de rosca

Para montar, basta fazer uma bolinha na mão afundar o dedo, encher este sulco com um pouco de recheio e fechar a massa puxando um biquinho. Passar a coxinha no leite e por último na farinha de rosca. Fritar em óleo bem quente e pronto! Não é nem de longe a coxinha do boteco do “Seo” João, mas…

 

PS - Para mostrar que não sou apenas eu que a coxinhamaníaca, neste post do Papo de Boteco vi que tem até um blog chamado Barriga de Coxinha. Delíciassssss

Cozinha dramática

Quando Beth me convidou a fazer parte do “Enfia o dedo” eu fiquei super animada. Adoro cozinhar, sou amante de alta (e baixa) gastronomia e como deixei claro em meu perfil, não vejo com olhos muito ortodoxos pessoas que não sentem prazer à mesa.

Acho gostar de comer parte de um instinto primal que para mim está completamente ligado a outros instintos, tais como o da reprodução.

Isso mesmo, ao meu ver, quem não gosta de comer não gosta de trepar.

Como eu adoro os dois, (tanto comer, quanto fazer…er, entendam isso como quiserem) aceitei de bom grado o convite.

Perdão, entretanto, pela demora na estréia . Prometo porém que agora serei assídua.

Venho de uma família passional e dramática. Amante dos bons vinhos,das reações exageradas, das músicas tristes e de uma bela paella. Sou neta de judeus-espanhóis (tanto avó quanto avô) da região de Cartagena (Murcia) e de Castilla-de-la-Mancha (Toledo) , respectivamente.

Uma família de mulheres fortes, homens safados e crianças reprimidas. E de admiradores e detentores dos segredos da culinária.

Todas as mulheres de minha família, sem exceção, dominam a arte da gastronomia. Todas cozinham maravilhosamente bem, tem suas especialidades e  assinaturas exclusivas nos pratos, todas são meio bruxas, versadas na mistura de temperos e no conhecimento de ingredientes diferenciados, e foi observando essas mulheres que aprendi o que sei hoje.

Me lembro claramente de, ainda criança de tudo, subir no banquinho de madeira e observar minha avó, no mármore da pia, cortar minuciosamente tomates redondos e vermelhos, cebolas, e fazer compotas especiais de pimentas para meu avô. Eu dizia que queria ajudar, então ela, paciente e amorosa, me dava uma faquinha sem ponta e talos de couve ou qualquer outro resto de comida, para que eu cortasse, introduzindo-me assim no mundo da culinária.

Desde então, nunca mais parei. Gosto de pratos típicos de muitos países, comidas diferentes, sabores inusitados (o que chamamos hoje de “cozinha contemporânea”), já cogitei por várias vezes cursar gastronomia, ainda não desisti do projeto por completo mas, por enquanto, me contento em testar minhas aptidões de forno-e-fogão em minha própria cozinha-laboratório.

Uma das receitas de minha avó que mais gosto (além de sua paella, seu puchero, sua matambre e seu cocido) é o gazpacho. Uma sopa fria, de tomate e especiarias que ela me fazia nos dias quentes de verão.

Típico da Espanha, mais especificamente da região da Andaluzia, o gazpacho (o nome vem do árabe - Ghabs - que significa “pão molhado”) é um símbolo do alegre modo de vida espanhol, da luz e das cores daquele país. Fácil, gostoso e refrescante, é um prato ideal para esses dias escaldantes que estamos vivendo ultimamente. Anote:

INGREDIENTES:

1 dente de alho
2 a 3 colheres de azeite de oliva virgem
5 tomates lindos sem pele nem sementes, picados
1 cebola em pedaços
100gr de pepino sem pele em pedaços
2 fatias de pão de forma ou 1 pãozinho francês (amanhecidos)
1 ½ colher de sopa de vinagre de vinho (ou de Aceto Balsâmico de Modena)
Sal e pimenta-do-reino a gosto
250ml de água fria
Cubos de gelo (opcional)

Para servir junto:
 
1 tomate cortado em cubos bem pequenos
200gr de pepino quase sem casca picado pequeno em cubinhos
2 fatias de pão de forma levemente tostados e cortados em cubinhos (crotouns)

 Modo de Fazer

Coloque no liquidificador o alho, tomate, cebola, pepino, pão, azeite, vinagre, sal, pimenta-do-reino e a água fria. Bata ate que fique homogêneo.

No momento de servir adicione o tomate, o pepino e o pão em cubinhos e, se quiser, alguns cubos de gelo.

Eu gosto da sopa mais grossinha, mas se você preferir mais rala, diminua a quantidade de pão.

Dica:

Para tirar a pele do tomate:

 Escolha tomates bem maduros e brilhantes.

 Lave-os bem lavadinhos e faça um corte em cruz não muito profundo na base de cada um, o suficiente para cortar a pele do tomate, sem cortar a polpa.

 Coloque uma boa quantidade de água para ferver em uma panela e escalde os tomates nessa água mergulhando-os por meio minuto.

 Retire os tomates da água fervendo e transfira para uma vasilha com água gelada. Deixe os tomates na água fria por aproximadamente um minuto e retire.

 Com uma faca de ponta, retire cuidadosamente a casca de cada um dos tomates, puxando pelas da pele no corte em cruz.

Depois, corte cada um deles em quatro e retire as sementes.

Curiosidades:

* O Gazpacho pode variar nos ingredientes e na forma de servir dependendo da região.

Na Catalunha, por exemplo, ele é servido no copo, como refresco (no verão).

* A sopa é tão popular lá que é vendida industrializada em embalagens longa vida em supermercados.

* Outras versões interessantes do Gazpacho são o Manchego e o Alicantino, este último é de peixe e os croutons feitos com “matzot” (pão àzimo judeu).

Aqui, a cena de “Mulheres à beira de um ataque de nervos” (er…minha família…), cena em que Pepa prepara um Gazpacho (Em Barcelona eles não põe pão, só cubos de gelo no liquidificador, vira uma espécie de “raspadinha”.

httpv://br.youtube.com/watch?v=EolN76Y0mKY

http://www.youtube.com/watch?v=EolN76Y0mKY

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